Alumínio

Pintura de Parede

Antes de executar qualquer tipo de pintura, seja com utilização de tinta a óleo, látex ou cal, tomar o devido cuidado de proteger as esquadrias com fitas adesivas de PVC. Evite a utilização de fitas tipo “crepe”. Esta fita costuma manchar a esquadria quando em contato prolongado.

Remover a fita protetora imediatamente após o término da pintura. Na composição de sua cola existem ácidos e produtos agressivos que em contato prolongado com as esquadrias podem danificá-las.

Caso haja contato da tinta com a esquadria, limpar imediatamente, enquanto fresca, com pano seco e em seguida com pano umedecido em solução de água e detergente neutro.

(Fonte: ABAL)

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Limpeza da esquadria de alumínio

Para que as esquadrias de sua edificação se mantenham como novas e em perfeito funcionamento por muitos anos, observe atentamente as seguintes recomendações quanto à limpeza:

1. A limpeza das esquadrias, como um todo, inclusive guarnições de borrachas e escovas, deverá ser feita com uma solução de água e detergente neutro, a 5%, com auxílio de esponja ou pano macios, nos seguintes intervalos de tempo:
- No mínimo, a cada 12 meses em zona urbana e rural
- No mínimo a cada 3 meses em zona marítima ou industrial.

2. As janelas e portas de correr exigem que seus trilhos inferiores sejam constantemente limpos, para se evitar o acúmulo de poeira, que, com o passar do tempo, vão se compactando pela ação de abrir e fechar, transformando-se em crostas de difícil remoção, ao mesmo tempo que comprometem o desempenho das roldanas exigindo sua troca precoce.

3. Não usar, em hipótese alguma, fórmulas de detergentes com saponáceos, esponjas de aço, de qualquer espécie, ou qualquer outro material abrasivo.

4. Não usar produtos ácidos ou alcalinos. Sua aplicação poderá manchar a anodização e tornar a pintura opaca.

5. Não utilizar objetos cortantes ou perfurantes para auxiliar na limpeza de “cantinhos” de difícil acesso. Esta operação poderá ser feita com o auxílio de um pincel de cerdas macias embebido na solução indicada no ítem 1.

6. Não usar produtos derivados de petróleo (vaselina, removedor, thiner etc.). O uso de tais produtos, num primeiro instante, pode deixar a superfície mais brilhante e bonita. Porém, em sua fórmula existem componentes que vão atrair partícula de poeira que agirão como abrasivo, reduzindo, em muito, a vida do acabamento superficial do alumínio. De outro lado, os derivados de petróleo, podem ressecar plásticos e borrachas, fazendo com que percam a sua ação vedadora.

Em caso de dúvida, antes de utilizar qualquer produto que possa por em risco a beleza e funcionamento de suas portas ou janelas, consulte-nos!

(Fonte: ABAL)

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Sustentabilidade: fachadas duplas ventiladas

As fachadas duplas ventiladas promovem a circulação de ar entre seus dois planos e contribuem para o conforto térmico no interior dos edifícios. Eficientes, mas de custo elevado e pouco comuns no Brasil, elas podem ser vistas como uma opção na busca pela eficiência energética e por certificações de sustentabilidade. Com outras características, as fachadas ventiladas em cerâmica extrudada também ajudam a reduzir a temperatura nos ambientes internos.

As fachadas comuns, com um plano único em pele de vidro ou entre vãos, não são as únicas opções do mercado. A busca por eficiência energética e certificações de sustentabilidade tem levado os profissionais a olhar mais atentamente para outras possibilidades. Mas, independentemente do tipo escolhido, todas terão seu desempenho diretamente relacionado a fatores como implantação, orientação, incidência de ventos, dimensão e posicionamento das aberturas, proporção de áreas opacas e transparentes, tipo e especificações dos materiais, cuidados com estanqueidade à água e permeabilidade ao ar. Além disso, devem respeitar o conjunto de normas técnicas brasileiras para fachadas em acordo com o sistema escolhido.

Entre as opções existentes aparecem as fachadas duplas ventiladas (double skin façade), ainda raras no Brasil. De acordo com Mônica Marcondes, pesquisadora e consultora do Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética (Labaut), da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/ USP), esse nome designa a solução composta por duas peles de vidro que conformam uma cavidade entre si. Esse vazio pode ser ventilado de modo natural ou mecânico e ainda conter dispositivos de proteção solar. Segundo Mônica, esse tipo de fachada passou a ser empregado com maior frequência a partir da década de 1980 em regiões de climas frios ou temperados, sempre com o objetivo de aprimorar o isolamento térmico da edificação e reduzir as perdas de calor para o exterior nos períodos de baixas temperaturas. “Os ambientes desses edifícios eram climatizados artificialmente e não possuíam janelas voltadas para a cavidade da fachada dupla. O vão era ventilado com ar interno ou externo, que poderia ser aquecido passivamente ao longo da cavidade, e geralmente havia um equipamento para reaproveitar parte desse calor no topo da fachada”, ela conta.

Conforto para os usuários

Com o passar do tempo, foram projetadas novas tipologias e soluções que permitiram a adoção das fachadas duplas ventiladas em outros contextos climáticos. Em países como o Brasil, sua função não é reter o ar quente, mas promover a circulação de ar entre os dois planos para reduzir a transferência de calor para os ambientes internos. De acordo com a arquiteta Cíntia Mara Figueiredo, mestre em tecnologia da arquitetura com especialização em conforto térmico e ventilação natural pela FAU/USP e que trabalha na área de desenvolvimento de produtos da Alcoa, a fachada dupla ventilada é eficiente, mas tem custo mais elevado. “Compensa mais quando a intenção é fazer o isolamento para evitar a perda do calor, pois nesse caso os benefícios se refletem diretamente nos gastos mensais com energia. Mas ela também tem aspectos positivos quando a intenção é ventilar, porque o custo com refrigeração será reduzido, o usuário terá mais conforto e seu uso é valorizado em processos de certificação”, completa Cíntia.

As fachadas duplas ventiladas funcionam pelo movimento convectivo natural do ar quente, mais conhecido como efeito chaminé. “Se a altura do prédio não for suficiente para obtê-lo, pode-se usar um sistema mecânico para acelerar a troca de ar”, detalha Cíntia. Ainda de acordo com a arquiteta, existem duas opções estruturais para as fachadas duplas ventiladas. A primeira é uma fachada única com dois layers de fechamento, situação em que o caixilho que sustenta a folha interna tem perfis prolongados para fora, de modo a responder também pela sustentação do plano externo. Nesse caso, a distância entre os layers não costuma ir além dos 20 centímetros. A outra possibilidade são duas fachadas estruturalmente independentes. Em ambas as situações, a distância ideal entre elas vai depender de muitas variáveis de projeto e só poderá ser definida a partir de simulações de desempenho térmico. Para isso, observa Mônica, softwares como o TAS ou o Energy Plus avaliam o comportamento térmico dos ambientes nas 8.760 horas do ano, de acordo com as condições específicas do edifício, e permitem testar diferentes soluções de projeto, estratégias de operação do empreendimento e de condicionamento ambiental.

O dimensionamento equivocado pode ter efeito contrário ao esperado, resultando no aquecimento excessivo do ar entre os dois planos e no consequente aumento da transferência de calor para o interior. “O monitoramento de prédios com esse tipo de fachada na Alemanha, que é um país de clima temperado, mostrou que isso pode acontecer”, alerta Mônica. Apenas para dar uma ideia dos distanciamentos possíveis, o consultor de fachadas Antônio B. Cardoso, da AC&D, explica que a separação entre as duas fachadas costuma ficar entre o mínimo de dez a 15 centímetros e o máximo de 60 a 70 centímetros, conforme as necessidades do projeto e as condições de implantação. “As medidas maiores já permitem a passagem de um funcionário para fazer limpeza ou manutenção. Nesse caso são necessárias grelhas capazes de suportar o peso de pessoas mas que não impeçam a circulação de ar. Além disso, as grelhas podem funcionar como brises, sombreando as áreas internas”, diz Cardoso. O consultor explica que a fachada externa requer excelente vedação à água e resistência estrutural para suportar a pressão do vento. “O ar no vão vai equilibrar a pressão e não deixará que água e vento batam na fachada interna”, afirma.

De acordo com Cíntia, as possibilidades são muitas e só dependem de projeto. As fachadas duplas ventiladas podem ser trabalhadas de forma segmentada por andares ou inteiriça. Os caixilhos podem ser fixos ou ter abertura do tipo maxim-ar. Também é possível planejar aberturas na fachada interna a fim de admitir ar fresco e retirar o ar quente dos ambientes. Elas ainda podem agregar recursos como grelhas, brises ou sistemas de captação de energia solar no vão central. Tecnicamente, existe a possibilidade de trabalhar com outros materiais, como vedações opacas nos peitoris, embora o mais comum sejam as duas peles de vidro, tendo a externa vidros especiais de controle térmico. “Não existe uma solução que seja perfeita para tudo. A fachada dupla ventilada é sofisticada, requer bons materiais e projeto muito bem feito. Além dos aspectos técnicos, tem que considerar fatores como a arquitetura, os donos e a passagem de cheiros ou ruídos de um andar para outro. E o ideal é que o prédio já nasça para ter esse tipo de fachada, pois em casos de retrofit é mais difícil conseguir bons resultados”, ela afirma.

Outra função das fachadas duplas ventiladas é ajudar a reduzir os ruídos externos. Geralmente, os distanciamentos maiores entre os dois planos são usados para essa finalidade. A face externa funciona como barreira acústica, enquanto a interna tem caixilhos que se abrem. Para isolar os sons que entram por baixo e circulam por todo o vão podem‑se utilizar as passarelas em grelhas com isolamento sonoro, o que vai reduzir um pouco a ventilação, mas dará melhor resultado. Quanto ao desempenho, Mônica afirma que um edifício artificialmente climatizado e com aberturas somente na pele de vidro externa tende a apresentar melhor desempenho acústico do que uma solução de fachada para um edifício com ventilação natural que possibilite a abertura de janelas para a cavidade da fachada.

Fachadas ventiladas com cerâmicas

Outra opção às fachadas comuns é um sistema de revestimento com cerâmicas não aderidas ao corpo da edificação. Ele emprega placas de cerâmica extrudada de 18 milímetros de espessura e formatos que variam entre 20 e 40 centímetros de altura e de 60 a 135 centímetros de largura. O sistema é industrializado, pronto para montagem, e deve ser compatibilizado com outros projetos da edificação, como estrutura, caixilharia, elétrica e hidráulica. Ele é fixado por meio de uma estrutura de alumínio dimensionada em função de cálculos de vento e chumbada à fachada. Normalmente, o vão entre a superfície e o revestimento varia de oito a 12 centímetros. “Os projetos são especiais, feitos para cada obra e com paginações específicas. Esse espaçamento pode ser maior para abrigar a tubulação de águas pluviais”, exemplifica o arquitetoJoão Paulo Ulrich de Alencastro, gerente de negócios da Gail. Ele conta que o sistema nasceu na Alemanha na década de 1970, quando por medida de segurança foi proibido o uso de revestimentos aderidos às fachadas de prédios com mais de cinco pavimentos.

Nesse sistema, as peças cerâmicas são encaixadas na estrutura de alumínio, que possui travas para evitar a movimentação causada por ventos ou chuvas fortes. As placas são unidas umas às outras por encaixe do tipo macho e fêmea, o que permite a passagem do ar para a ventilação do vão entre a parte posterior do revestimento e a fachada. Isso evita que a luz solar incida diretamente sobre a fachada e garante ventilação para que o volume não se torne uma caixa de calor. Espaçadores de oito milímetros dão uniformidade ao acabamento. “O sistema reduz a troca de energia, ajudando a manter as temperaturas mais amenas no verão e a conservar o calor no inverno”, detalha Alencastro. Assim como nas fachadas duplas ventiladas, o desempenho vai depender de muitas variáveis de projeto, como orientação, altura da parede ou a medida do vão entre a cerâmica e a fachada. A título de exemplo, o arquiteto cita uma obra em São Paulo. “A face oeste emprega o sistema com cerâmica esmaltada branca afastada 12 centímetros da fachada. Nessa zona do prédio verificou-se uma economia média de 60% em energia elétrica para refrigeração. Em comparação com o uso de vidro opaco como revestimento, a temperatura interna é 4,5 graus Celsius menor”, afirma.

Uma das vantagens do sistema é que ele pode ser instalado diretamente sobre o concreto, que requer somente um tratamento impermeabilizante, sem a necessidade de regularização da superfície. Isso é possível graças a peças estruturais com clipes que permitem ajustar o posicionamento para corrigir defeitos de prumo e alinhamento. O sistema pesa 32 quilos por metro quadrado e inclui peças lisas ou ranhuradas e variados itens de acabamento. As placas são tratadas com material que as torna menos absorventes para evitar a formação de manchas. A versão natural tem índice de absorção de água de 3% a 6%, enquanto as versões esmaltadas absorvem apenas 0,5%.

 

(Fonte: texto de Nanci Corbioli com título original “Fachadas duplas ventiladas são opção na busca pela eficiência energética e por certificações de sustentabilidade” publicado na ProjetoDesign, ed. 373 – 03/2010).

 

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Vidros Temperados, Laminados e Reflexivos

Vidros Temperados:

Considerados vidros de segurança, por não formar partes pontiagudas e ter arestas menos cortantes, os temperados são utilizados na produção de outros vidros especiais para arquitetura, como os laminados e de controle solar. Após passar por processo de têmpera, o vidro float se transforma em semi-temperado ou temperado, devido ao termo endurecimento, no qual a chapa é alternadamente aquecida e resfriada.

Esse processo pode ser efetuado na horizontal ou na vertical. Na primeira posição, os vidros são transportados em roletes, que dispensam o uso de pinça, evitando as marcas deixadas por esta. Após o processo de têmpera, as chapas não podem mais ser cortadas, furadas ou recortadas. No caso de fachadas suspensas, onde os vidros são presos por parafusos especiais, os furos para receber as ferramentas de fixação devem ser feitos antes do termo endurecimento.

 

Vidros Laminados:

Muito utilizados em projetos de edifícios comerciais, os vidros laminados possuem propriedades especiais que garantem segurança às fachadas, coberturas e guarda-corpos. Em caso de quebra da placa laminada, os pedaços permanecem colados à película de polivinilbutiral (PVB). Especificados conforme a NBR 7 199, os laminados são compostos por duas ou mais chapas de vidro, intercaladas por películas de PVB. A laminação também pode ser feita com resinas especiais, que, além de apresentar o mesmo desempenho das películas, facilitam o curvamento das placas de vidro.

A laminação é um processo industrial de pressão e calor, no qual o sanduíche composto por PVB e vidro é prensado por uma calandra, que comprime o vidro para eliminar todo o ar entre as camadas, promovendo a adesão das chapas ao PVB. Após a calandragem, o painel passa por uma autoclave para receber nova carga de pressão e calor, garantindo total adesão dos componentes. “Muitas camadas de PVB dificultam o processo de laminação, devido à maior quantidade de ar que se cria nas interfaces dos materiais”, alerta Luciano Arruda, gerente de marketing da Solutia.

Além de segurança, a laminação confere ao vidro função termoacústica. O conforto acústico se dá em função da espessura da película de PVB: quanto maior esta for, maior a atenuação do som. Existem películas com espessuras de 0,38, 0,76 e 1,58 milímetro. Quando produzidos com placas de vidro de controle solar, ou com películas que recebem em sua composição aditivos que ajudam a reter a energia, os vidros laminados tornam-se eficientes para manter o conforto térmico. A família dos vidros para controle solar empregados nos projetos arquitetônicos é formada por refletivo, low-e (baixo emissivo) e serigrafado.

 

Vidros Reflexivos:

A transformação do vidro “float” em refletivo consiste na aplicação de uma camada metalizada numa de suas faces, feita pelos processos pirolítico ou de câmara a vácuo. O vidro pirolítico tem desempenho como filtro solar baixo ou intermediário mas, por possuir uma camada mais resistente, pode ser curvado ou termo endurecido e serigrafado após a pirólise. Já o processo de câmara a vácuo resulta em vidros refletivos com melhor desempenho de proteção solar, porém com camada refletiva mais superficial.

Não admite, portanto, a maioria dos beneficiamentos que utilizem calor – como a têmpera ou o processo de serigrafia, que devem ser feitos antes do depósito dos óxidos.

A especificação de vidros refletivos requer estudos de suas características de desempenho e de elementos como a transmissão de luz, calor, refletividade, cor do vidro, região em que se localiza a obra e a finalidade da edificação. Sem esses e outros dados, há riscos de o projeto resultar em problemas como a claridade desconfortável ou o aquecimento dos ambientes internos, ou ainda a quebra de vidros, devido ao stress térmico causado pela alta absorção energética.

O vidro refletivo não é um espelho – ele reflete parcialmente para o lado onde há mais luz. Isso significa que, durante o dia, a reflexão é externa, e durante a noite é interna. Se essa reflexão for excessiva, o resultado pode ser desagradável. Portanto, é importante considerar o percentual de refletividade interna.

Como a radiação refletida não faz parte da energia que passa por transmissão direta, e vice-versa, é importante que haja uma combinação entre os percentuais de radiação transmitida, refletida e absorvida. Essa combinação definirá o desempenho fotoenergético do vidro, que nada mais é do que o balanço desejável entre a transmissão de luz direta e o bloqueio máximo de calor.

A radiação solar se divide da seguinte forma: parte atravessa o vidro, penetrando no ambiente interno (transmissão direta); parte é refletida para fora; e uma terceira porção é absorvida pelo vidro, que se aquece e redistribui essa energia, devolvendo parte para o exterior e parte para o interior. O balanço ocorre matematicamente para cada comprimento de onda e vai muito além de simples cálculos aritméticos. A dificuldade está em encontrar o equilíbrio entre a quantidade de luz e de calor transmitidos para dentro do ambiente e a quantidade de luz refletida internamente. Nesse caso, vale lembrar: se a quantidade de luz direta transmitida for diminuída, haverá um escurecimento do interior, com efeitos negativos sobre a visão e a exigência de mais energia para iluminação artificial.

Segundo o arquiteto e consultor Paulo Duarte, é possível classificar os vidros da seguinte maneira, conforme seu índice de refletividade externa (Re): alta refletividade (Re superior a 25%); média (Re entre 25% e 15%); e baixa (Re inferior a 15%). Os vidros de alto desempenho, por exemplo, como apresentam o coeficiente de refletividade interna (Ri) superior ao de refletividade externa, serão mais refletivos externamente e terão, também, maior refletividade internamente. Para coberturas, segundo Paulo Duarte, são indicados vidros que tenham coeficiente de sombreamento (CS) menor que 0,40, transmissão luminosa (TL) entre 25% e 40%, refletividade interna inferior a 18% e valor UV menor que 3 W/m2.BC.

A utilização de vidros coloridos influencia a cor refletida e altera o desempenho fototérmico do vidro refletivo, reduzindo a transmissão de luz direta, melhorando o fator solar e aumentando a absorção de energia. Por isso, é importante considerar também o efeito da cor ao especificar um vidro refletivo.

Metalizados low-e Transparente, com um leve tom esverdeado ou azulado, o metalizado low-e (baixo emissivo) é importante aliado da estética das fachadas, pois auxilia no controle solar, sem criar o indesejável efeito espelho. É fabricado com a deposição de uma fina camada metálica em uma de suas faces, formando um filme protetor que filtra os raios solares e ultravioleta, permitindo, ao mesmo tempo, a passagem de luz natural.

O vidro metalizado low-e foi criado para atender às necessidades dos países de clima frio, que precisam manter o interior do edifício aquecido. Adaptado com tecnologia de ponta para o clima tropical, ganhou uma camada chamada “low-e para todo efeito”, que, além de permitir a passagem de luz, possui propriedades refletivas. O resultado é um vidro com excepcional desempenho energético, que reflete para fora principalmente as radiações no espectro do infravermelho próximo e distante. Sua refletividade externa fica entre 8% e 10% e sua transmissão luminosa, entre 70% e 80%.

Os baixo emissivos exigem muito cuidado com seu manuseio. Muito delicada, a camada metalizada pode ser facilmente destruída em solicitações mecânicas. Os vidros low-e são incompatíveis com o silicone butil, utilizado para produzir o vidro insulado, e/ou com o silicone usado para colagem. Quando esses produtos entram em contato com a camada metalizada, formam um friso dourado no low-e, interferindo na estética da fachada. Uma das soluções para resolver essa questão é manter uma faixa em toda a periferia do quadro de vidro, sem a camada metálica. Os vidros low-e foram utilizados na obra da Torre Almirante (Finestra 40), inaugurada este ano, no Rio de Janeiro.

 

(fonte: Arcoweb)

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Vidros Especiais

Os vidros especiais melhoram o desempenho energético das edificações e colaboram com a redução do uso de luz artificial, ao permitir a passagem de iluminação natural. Além de barrar a entrada de calor e ruído, eles atendem às normas de segurança para utilização em coberturas, fachadas e marquises.

Quanto mais envidraçadas as fachadas, maior a incidência de luz e calor solar no interior das edificações. Caso os raios do Sol não sejam barrados, certamente o edifício será um grande consumidor da energia que aciona os sistemas de ar condicionado, além de gerar desconforto ambiental aos seus usuários. Processos industriais de laminação, metalização e fabricação de insulados, entre outros, têm colocado no mercado vidros com eficiente desempenho para as mais diversas solicitações, em fachadas e coberturas. Eles garantem segurança e elevam os níveis de conforto térmico e acústico no interior das construções. Podem ainda manter a transparência, abrindo a construção para os exteriores.

O vidro ocupa lugar de destaque na arquitetura contemporânea, mas em países de clima tropical, como o Brasil, a atenção deve ser redobrada quanto à especificação do tipo mais adequado. Sempre lembrando que a entrada de luz e a abertura de vistas para o exterior vêm acompanhadas do excesso de energia térmica por radiação, que aquecerá os ambientes internos.

 

(fonte: Arcoweb)

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História do Vidro na Arquitetura Brasileira

Precioso e raro na colônia, o vidro plano popularizou-se no século 20 e hoje empresta luxo e modernidade às mais belas construções arquitetônicas. Entre os presentes e mimos oferecidos por Cabral aos Tupinambás do sul da Bahia em abril de 1500 não havia nada feito de vidro, segundo Pero Vaz de Caminha, testemunha ocular e relator oficial do encontro inaugural da nossa história. Mas com a exploração intensiva do pau-brasil nas décadas seguintes, a troca de árvores cortadas pelos nativos por variados artigos europeus virou prática usual, e a lista de produtos oferecidos aumentou. Em 1549, na construção da cidadela que deu origem a Salvador, a primeira capital do Brasil, o governador Tomé de Souza pagou a madeira fornecida pelos índios com um lote de mercadorias que incluía 14 dúzias de facas, 320 tesouras, 9 200 anzóis – e 70 espelhos.

O escambo e o comércio regular da colônia com a metrópole cresceram, mas não impediram que por um bom período o vidro fosse um personagem furtivo, quase oculto, mais refletindo do que intervindo na paisagem brasileira. Nos primeiros tempos da sociedade colonial, de vida modesta e construções rústicas, a presença do vidro limitou-se a alguns raros utensílios domésticos, como frascos e copos – tão raros que, quando existiam, eram arrolados nos inventários familiares -, e algumas janelas envidraçadas, privilégio de umas poucas edificações. O vidro, no Brasil, era um personagem ainda à procura de uma história.

Não há fartura de registros escritos e iconográficos sobre a utilização do vidro na arquitetura dos tempos coloniais, o que dificulta a pesquisa e o conhecimento. Porém, juntando as escassas imagens disponíveis – entre elas, as dos pintores flamengos da primeira metade do século 17 – às descrições de cronistas e viajantes dos séculos 18 e 19 e à permanência de edificações e cidades mais antigas, pode-se reconstituir alguma coisa do cenário da arquitetura na colônia.

Nos próximos posts você irá acompanhar e conhecer um pouco mais a respeito dos modelos de vidros existentes.

 

(fonte: Arcoweb)

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Caixilho de alumínio pintado ou anodizado

Caixilho de alumínio pintado ou anodizado

No passado, os preços proibitivos da pintura eletrostática a pó impunham a anodização como elemento de acabamento do alumínio empregado na fabricação das esquadrias, com possibilidades de variações de cores e aspecto final. A implantação, pela indústria brasileira, de linhas verticais de pintura eliminou o critério do preço, colocando a escolha dentro dos parâmetros técnicos e estéticos. O arquiteto e a construtora têm hoje liberdade para especificar corretamente o acabamento mais resistente e adequado às normas técnicas vigentes, garantindo durabilidade e desempenho ao acabamento da esquadria. 

Anodização: alumínio transformado

A primeira etapa do processo de anodização é a do pré-tratamento, que define o aspecto do perfil fosco, leitoso e escovado. Posteriormente, a anodização transforma quimicamente a superfície do alumínio, formando uma película extremamente dura, isolante elétrica, porosa e transparente, que protege o alumínio contra as corrosões atmosféricas e galvânicas. Essa película é conhecida como camada anódica e, quanto maior a espessura, maior será sua penetração no alumínio; portanto, trata-se de uma camada de conversão.

Porosa, a camada anódica é, em seguida, impregnada por sais metálicos, como o estanho e o cobre, ou anilina, resultando na coloração do alumínio. Como os sais metálicos têm maior solidez à luz, a coloração é usada para fins arquitetônicos em áreas externas e internas, obtendo, entre outras, tonalidades como champanhe, bronze, vinho e preta. A última fase do processo é a selagem da camada anódica para hidratação da alumina, aumentando o volume específico de seus grãos, que consequentemente fecham os poros do óxido de alumínio, tornando-o praticamente impermeável. Essa parte do processo é um complemento obrigatório, pois aumenta a resistência da camada anódica contra a corrosão. A qualidade da camada anódica formada sobre o alumínio dada pela dureza, resistência à corrosão e à isolação elétrica, depende diretamento das condições do processo de anodização. Por isso, não basta determinar a espessura da camada anódica, mas a empresa anodizadora deve amarrar todos os parâmetros operacionais e mantê-los dentro dos padrões ideais de qualidade, obedecendo a parâmetros químico e elétrico. Na Europa, existe a EWAA (European Wrought Aluminium Association), órgão fiscalizador que vistoria de três a quatro vezes por ano as condições de trabalho das empresas anodizadoras. As empresas aprovadas passam a ter o direito de comercializar seus produtos na União Européia, utilizando o selo de qualidade da EWAA.

No Brasil, a NBR 12609, “ Anodização para fins arquitetônicos”, fixa os requisitos mínimos de qualidade e os teores de conformidade de camadas anódicas para aplicação arquitetônica e, especifica as classes de camada anódica, conforma a zona aplicada.

Como documentos complementares, a NBR 12609 exige o atendimento a outras normas para seus testes de conformidade, além de amarrar os itens abaixo:

a) Composição da liga de alumínio;

b) Espessura da camada anódica conforme a região de uso;

c) Testes de conformidade.

Entre os testes importantes está o que determina a solidez à luz (NBR 12612): a anodização colorida deverá resistir, no mínimo, a 600 horas de exposição aos raios ultravioleta, produzidos por lâmpada especial, sendo seu comprimento de onde durante o teste em torno de 313 nanômetros. A amostra deverá ficar distanciada 190 mm da fonte emissora e sua temperatura não deverá exceder a 900ºC. Neste teste, quanto maior o comprimento de onda, menor será a intensidade do raio ultravioleta.

As normas ABNT são instrumentos suficientes, e de nível internacional, para a determinação de qualidade e conformidade dos produtos anodizados para fins arquitetônicos, pois foram baseados nas normas ISO (International Organization for Standardization).

Cuidados Especiais

A manipulação das esquadrias de alumínio anodizado merece alguns cuidados durante a obra, especialmente se sua instalação coincidir com a fase de reboco ou se houver resíduos aquosos, como infiltração de laje. O contato desses materiais com as superfícies anodizadas causa danos irreversíveis.

Como prevenção, os caixilhos deverão estar protegidos até o término da obra. O produto mais utilizado é a vaselina em pasta que, ao ser aplicada, dve evitar o contato com as guarnições de EPDM, que ressecam ou se esfarelam em presença de produtos orgânicos, principalmente solventes. Outra opção é a fita adesiva, desde que tenha garantia do fabricante de não ressecar ou de aderir demasiadamente em presença de raios solares.

No término da obra é muito comum o uso de ácidos muriático e fluorídrico como agentes de limpeza para fachadas e pisos. As esquadrias próximas deverão, também, receber vaselina em pasta, pois o ataque desses ácidos pode remover a anodização dos caixilhos. O ideal é que a lavagem de fachadas seja feita antes da colocação dos caixilhos de alumínio.

A remoção da vaselina em pasta e a limpeza dos caixilhos, para revisão e entrega da obra, são feitas com panos e flanelas umedecidas em solventes orgânicos, como aguarrás e Thinner, novamente cuidando para não comprometer as guarnições de EPDM. Posteriormente, a esquadria é lavada com detergente neutro (5% em água) e esponja macia.

A conservação dos caixilhos está diretamente ligada à manutenção. Conforme a agressividade da zona em que a esquadria foi instalada, é necessária uma periodicidade maior de limpeza, sempre com detergente neutro a 5% em água e esponja.

Recomenda-se:

ZONA AGRESSIVIDADE LIMPEZA
Industrial Excessiva Trimestral
Marítima Alta Semestral
Rural e Urbana Baixa e Média 18 meses

* Nos grandes centros urbanos é aconselhável a limpeza anual.

Obs.: A norma ABNT 12609 saliento que, em zonas marítimas (cloro) e zonas industriais (enxofre), de alta agressividade, a deterioração da camada anódica decorrente da deposição de detritos de cloro e enxofre, dependerá do nível e freqüência com que é feita a limpeza. Nas obras em que o período de limpeza é muito prolongado, é aconselhável, após a limpeza, a utilização de uma cera abrasiva ou automotiva nas esquadrias.

Pintura: cor e proteção

A pintura eletrostática a pó, diferentemente do processo de anodização, resulta da deposição de tinta sobre a superfície do alumínio, sem alterações químicas do metal. Outro diferencial importante é que a camada de pintura atua como elemento de proteção do alumínio. Além de se apresentar como solução estética para fachadas, é recomendada para zonas de alta agressividade, como a marítima e a industrial.

A qualidade da pintura é determinada pela fase de pré-tratamento do alumínio, que inclui o desengraxamento, a neutralização da solução alcalina do desengraxante e a cromatização, responsável pela aderência da tinta no alumínio. A espessura mínima da cromatização especificada pelas normas européias é de 0,2 gr/m2.

Por meio de pistolas especiais, a tinta em pó poliéster sobre o metal que fora previamente cromatizado.Depois da pintura, o alumínio é introduzido numa estufa e aquecido à temperatura de 2000 C.A tinta em pó funde-se sobre o metal e se polimeriza, formando uma película média em torno de 60 micra a 70 micra, com excelente aderência sobre o alumínio cromatizado.De acordo com a Qualicoat ( Quality Label for Paint and Powder Coatings on Aluminium for Architectural Applications), a camada de tinta pó polimerizada sobre o metal pode variar de 40 micra a 120 micra.

Atualmente, está na ABNT o projeto de norma 01.803.01-001, tratamento de superfície do alumínio e suas ligas revestimento orgânico, para pintura sobre o alumínio destinado a arquitetura, o qual é complementado por outras normas já existentes e seus testes de conformidade.

As construtoras devem exigir das indústrias que aplicam tinta em pó poliéster em alumínio a garantia de que o processo obedece às exigências da Qualicoat e da norma inglesa British Standard BS6496. Entre os testes de conformidade, os mais importantes dizem a respeito a:

  • medição da espessura da tinta polimerizada sobre o metal, que deverá ser de 40 micra a 120 micra (média de 60 micra);
  • de aderência da tinta sobre o metal, que avalia o pré-tratamento ( cromatização);
  • de impacto e dobramento, que observam se a tinta foi totalmente polimerizada na estufa.

Os testes de intemperismo (raios Ultravioleta) deverão ser feitos e controlados pelo fabricante da tinta em pé.

 

Cuidados de conservação

Para remover argamassa depositada sobre peças de alumínio pintado PE preciso ter o cuidado de não esfregar com o pano o lugar afetado, pois a areia irá atritar o alumínio pintado.Recomenda-se jogar água sobre a área e esfarelar a argamassa com os dedos.Existem no mercado produtos levemente ácidos( exemplo, removedor A 700, da Amplexa), que não atacam a pintura e removem os respingos da argamassa, ajudando em seu esfarelamento.

Os respingos de tinta látex devem ser removidos com um pano umedecido em álcoo.Jamais utilize solventes, como Thinner, acetona e outros.O álcoo deverá ser usado somente para tirar o respingo de tinta látex, não devendo ser adotado como produtos de limpeza.

Para eliminar arranhões leves em peças de alumínio pintado, o ideal é o uso de cera de polir automotiva.Os arranhões mais profundos pedem massa de polir automotiva nº2; no entanto, após a sua aplicação, a pintura perderá um pouco de brilho, que poderá ser melhorado com o uso posterior de cera do tipo Grand Prix.

Peças pintadas que sofreram impactos fortes, a ponto de revelar o metal-base, deverão sofrer um lixamento no local, com lixas nº300 ou 400; limpe o local com um pano umedecido em álcoo e aplique a tinta líquida de retoque (alquídica modificada). Observe que seu uso é somente local e não serve para pintar grandes áreas, pois tem uma qualidade(dureza) inferior à de película de tinta curada em estufa.

As fitas adesivas empregadas na proteção do perfil pintado durante a obra deverão ter garantia do fabricante quanto à resistência aos raios solares, para não aderirem em demasia ou ressecar sobre as peças pintadas até a época de sua remoção.Após a entrega da obra, a limpeza das esquadrias de alumínio deverá ser periódica, conforme a zona aplicada.

ZONA AGRESSIVIDADE LIMPEZA
Industrial Excessiva Trimestral
Marítima Alta Trimestral
Rural e urbana Baixa e média 18 meses

Obs: Utilize na limpeza o detergente neutro(5% em água), com auxilio de esponja macia.A pintura eletrostática a pó apresenta vantagens objetivas quando comparada com a anodização.Além de oferecer ampla gama de cores aos arquitetos, proporciona maior uniformidade de cor que as peças anodizadas.Cobre os defeitos de veias de extrusão e ligas, salientadas na anodização.A pintura pode ser retocada no local com tinta líquida e não apresenta perda de peso proveniente do pré-tratamento, como ocorre na anodização.Possui maior resistência aos produtos ácidos e alcalinos, e maios resistência em zona insustrial.A camada obtida pode ser usada em qualquer zona(rural, marítima e industrial), enquadrando assim as esquadrias padronizadas dentro das normas, já que são vendidas sem se saber seu destino.Para zona industrial e marítima, o custo é menor que a da anodização.

 

Comparativo de preços

Os preços da anodização variam em função da camada anódica e das cores.Em ambos os casos, o preço final vai depender da linha de perfil utilizado. Na composição de custos do caixilho de alumínio, a pintura branca, ou a anodização Classe A 13 colorida, representa entre 6% e 12%. O custo da pintura para as zonas marítimas e industrial é inferior ao da anodização, com a vantagem adicional de apresentar resistências á agressões de qualquer um desses ambientes.

Fonte: Revista Téchne

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Como Conservar Portas e Janelas de Alumínio

Profissionais da Alcoa dão dicas ao consumidor como limpeza e lubrificação

Uma das principais características do alumínio é a durabilidade. Mas é necessário alguns cuidados básicos para a preservação do metal. Fatores como limpeza, pintura e lubrificação de todas as articulações e roldanas de portas e janelas, necessitam de um cuidado especial. Os consumidores devem ficar atentos com a conservação dos produtos.

“Costumamos dizer que uma boa esquadria de alumínio é como um diamante, dura para sempre”, garante Antônio Poiani, responsável pela área técnica de marketing da Alcoa. Segundo ele, o descuido com o metal pode ocasionar falhas na abertura de portas e janelas e surgimento de manchas.

Produtos químicos, como removedor, por exemplo, são totalmente proibidos na limpeza das esquadrias. Segundo Poiani, a limpeza deve ser feita somente com detergente e água. “Muitas pessoas desconhecem a maneira correta para limpar portas e janelas. Alguns produtos danificam o metal. É necessário lembrar que também não se deve usar esponjas que risquem o alumínio, como as de aço, a limpeza tem que ser feita com esponja ou pano macio”, explica.

Abaixo, seguem algumas recomendações importantes que a Alcoa alerta aos consumidores:

Limpeza

1. A limpeza das esquadrias deve ser feita com uma solução de água e detergente neutro, a 5%, com auxílio de esponja ou pano macios, nos seguintes intervalos de tempo:

  • No mínimo, a cada 12 meses em zona urbana e rural
  • No mínimo a cada 3 meses em zona marítima ou industrial

2. As janelas e portas de correr exigem que seus trilhos inferiores sejam sempre limpos, para se evitar o acúmulo de poeira, que, com o passar do tempo, vão se compactando pela ação de abrir e fechar, transformando-se em crostas de difícil remoção, ao mesmo tempo que comprometem o desempenho das roldanas exigindo sua troca precoce3. Não usar fórmulas de detergentes com saponáceos, esponjas de aço ou qualquer outro material abrasivo

4. Não usar produtos ácidos ou alcalinos. Sua aplicação poderá manchar a anodização e tornar a pintura opaca

5. Não utilizar objetos cortantes ou perfurantes para auxiliar na limpeza de “cantinhos” de difícil acesso. Esta operação poderá ser feita com o auxílio de um pincel de cerdas macias

6. Não usar produtos derivados de petróleo (vaselina, removedor, thiner etc.). O uso de tais produtos, num primeiro instante, pode deixar a superfície mais brilhante e bonita. Porém, em sua fórmula existem componentes que vão atrair partícula de poeira que agirão como abrasivo, reduzindo a vida do acabamento superficial do alumínio. Por outro lado, os derivados de petróleo podem ressecar plásticos e borrachas, fazendo com que percam a sua ação vedadora.

Lubrificação

Graxa ou óleo não pode ser utilizado nas articulações e roldanas. Estes produtos podem conter ácidos e outros aditivos não compatíveis com os materiais usados na fabricação das esquadrias, causando manchas no material

Pintura

1. Antes de executar qualquer tipo de pintura é necessário proteger as esquadrias com fitas adesivas de PVC. Evite a utilização de fitas tipo “crepe”. Esta fita costuma manchar a esquadria quando em contato prolongado, por isso, também é recomendável remover a fita protetora após o término da pintura

2. Caso haja contato da tinta com a esquadria, limpar imediatamente, enquanto fresca, com pano seco e em seguida com pano umedecido em solução de água e detergente neutro.

Fonte: Portal Met@lica (www.metalica.com.br)

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Expert em acústica destaca engajamento da AFEAL

Expert em acústica destaca engajamento da AFEAL

É inédita a mobilização de profissionais e empresas que compõem a cadeia da construção civil em torno de um tema, de uma norma. No centro dos debates da NBR 15575, que exigirá melhor desempenho das edificações, o ruído e todas as providências para evitá-lo geram polêmica e conflitos de interesses. Experts em acústica nunca foram tão ouvidos e consultados, contexto que possibilitou a criação da Pró Acústica, entidade que reúne empresas e profissionais. O engenheiro acústico Davi Akkerman, seu presidente, diz em entrevista ao AECweb que o objetivo da nova entidade é fortalecer o setor, gerar negócios, desenvolver e atualizar normas técnicas voltadas para o conforto acústico nos edifícios. Sobre a guerra de interesses que levou à postergação da entrada em vigor da Norma de Desempenho, ele comenta: “Não consigo identificar o perfil desses opositores, a quem chamo de ‘forças ocultas’, e que continuam atuando”.

Foto Davi Akkerman

AECweb – Qual o tamanho do mercado acústica no Brasil? Davi Akkerman - Essa é uma questão ainda sem resposta. Sabemos que há demanda por projetos e soluções, principalmente nas grandes cidades, mas desconhecemos qual o volume.

AECweb – O que existe de normas técnicas para acústica? Akkerman - São duas as principais normas de acústicas. A primeira é ABNT NBR 10152, de 1987, que recomenda níveis de conforto acústico específicos para os vários ambientes de edifícios residenciais, comerciais, hospitalares e hotéis. No entanto, os recursos da acústica evoluíram e a norma ficou defasada. A revisão já foi concluída e a norma está pronta para ser publicada. Porém, como está de alguma forma atrelada à Norma de Desempenho das Edificações de até 05 Pavimentos, em revisão, a ABNT adiou sua entrada em vigor. A outra norma é a NBR 10151 que trata da acústica ambiental, focada no ruído de locais externos que atingem as edificações. Criada em 2000, começou a ser revisada este ano e que também está em processo lento em função da Norma de Desempenho.

AECweb – Há estreito vínculo entre a NBR 15575 com as normas de acústica? Akkerman - Sim, porque as normas de acústica são prescritivas e funcionarão como referência para que os edifícios alcancem os patamares a serem estabelecidos pela Norma de Desempenho.

AECweb – É procedente o temor de que a NBR 15575 venha a rebaixar as exigências de isolamento acústico determinadas na primeira versão? Akkerman - Não compartilho dessa preocupação e nem acredito que a revisão em curso vá exigir menos do que previa a primeira versão da norma publicada em 2008. Sua postergação para março de 2012 e a decisão de revisá-la antes mesmo que entrasse em vigor, foi resultado de forte pressão de setores da construção civil despreparados para se adequar à norma. Não consigo identificar o perfil desses opositores, a quem chamo de ‘forças ocultas’, e que continuam atuando. No entanto, nós, do setor de acústica, somos técnicos e não políticos, e estamos trabalhando muito para chegar a definições de desempenhos acústicos viáveis para a norma, de forma a atender politicamente o mercado. Porque não adianta atender apenas tecnicamente.

AECweb – Há quem declare que os grandes opositores seriam as construtoras que não têm interesse em pagar mais para agregar isolamento acústicos aos empreendimentos. É isso? Akkerman - Não podemos generalizar, até porque há boas e más construtoras. Tem muita construtora boa que gostaria de ver aprovada a Norma de Desempenho, por se tratar de ótimo benefício à qualidade das construções. Outras, porém, não querem nem saber da norma, porque vai encarecer o empreendimento, e não terão como repassar o custo maior ao preço final. Existe um status quo da construção, principalmente daquela voltada para a baixa renda, em que o custo está no limite. Daí que qualquer intervenção que se faça nos níveis de desempenho mínimo – e não só acústico – poderá acarretar modificações tecnológicas e custos maiores – razões dessa resistência.

AECweb – Como vai a revisão da Norma de Desempenho?  Akkerman - Havia vários temas conflituosos. O mais gritante foi o de desempenho acústico do edifício, abrangendo o sistema de fachadas (alvenaria, esquadrias e cobertura); pisos, vedações internas (paredes); laje. Hoje, são seis grupos de estudos que se reúnem mensalmente para discutir os seis sistemas abordados pela norma. Há um sub-grupo de acústica que alimenta os debates de cada um dos grupos nas suas especificidades técnicas.

AECweb – Qual foi o patamar acústico estabelecido pela primeira versão? Akkerman - São vários os limites mínimos de desempenho acústico, que dependem basicamente de cada sistema. Temos, por exemplo, a normalização de desempenho acústico mínimo para ruídos de impacto em pisos entre pavimentos; para sistemas de vedações verticais, ou seja, as fachadas – o que reflete diretamente na indústria de esquadrias; para vedações verticais internas, que são os sistemas de paredes internas com suas portas.

AECweb – Esses índices estão amparados pelas normas de acústicas em vigor? Akkerman - São índices muito generosos, amparados por normas européias, porém estão aquém das elevadas exigências feitas na Espanha, França, Inglaterra. Como profissional de acústica, aprendi que temos que começar por um patamar mais baixo e ir impondo aos poucos índices mais rigorosos de desempenho acústico. O sistema mais exigido no texto atual da norma é o de fachadas. Talvez isso tenha sido o estopim de uma grande crise entre os fabricantes de esquadrias e a comissão da norma, porque as indústrias do setor estavam preparadas para o atendimento de isolamento acústico num padrão inferior ao exigido. Essa condição exigiria do setor uma mudança um tanto radical na sua produção.

AECweb – Essa indústria está tentando se adequar às exigências?  Akkerman - Sim. Estamos em contato com a AFEAL, entidade que representa o setor de esquadrias de alumínio, um dos materiais mais utilizados pelo mercado. Desde a publicação da Norma de Desempenho, essa associação tem se preocupado e investido em ensaios de esquadrias normalmente oferecidas para a indústria da construção. O objetivo é identificar o nível de desempenho dos atuais produtos para que os fabricantes possam projetar as modificações necessárias, adequando as esquadrias à norma. Essa indústria está preparada para essas inovações e adequações. Agora, tudo vai depender de a indústria da construção demandar essas modificações, que, provavelmente, vai implicar aumento de custos.

AECweb – Na Europa, já existe o selo de desempenho acústico para os mais variados produtos, inclusive da construção civil. A Pró Acústica planeja algo semelhante? Akkerman - Isto ainda é um sonho. A Pró Acústica acaba de nascer e nossa prioridade é trabalhar a revisão das duas normas técnicas de acústica, e da Norma de Desempenho. A partir do momento em que entrarem em vigor, será dada a partida para pensarmos em selos acústicos e credenciamento de profissionais, entre outras ações.

Fonte: Redação AECweb

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Isolamento Acústico

Isolamento Acústico

Isolamento acústico é obtido através da adoção de soluções construtivas, que alcançam, juntas, a absorção do som. Nos últimos anos, cresceram, de forma significativa, as exigências de conforto acústico nas edificações.

Absorção sonora, de acordo com a NBR 10830 (Acústica dos Edifícios), significa a dissipação, condução e transmissão da energia sonora nas mudanças de meio de propagação, ou, simplesmente, dissipação desta energia em um meio homogêneo e isotrópico.

A norma NBR 10152 estabelece os níveis máximos de ruídos considerados adequados para os diversos tipos de ambiente. O objetivo é de orientar, sem ser exigência de conformidade, sobre os valores recomendados  para atingir o conforto, levando-se em consideração o uso e a atividade que serão realizadas no ambiente e as condições a que o ambiente será exposto.

O uso e a atividade determinam a tolerância ao ruído no ambiente interno, classificada em alta, média baixa e nula. As condições de exposição do nível de ruído no ambiente externo, classificam-se em naturais, ocasionais, incipientes, moderadas, acentuadas e críticas.

A esquadria é classificada conforme a quantidade de ruídos ou sons que consegue impedir que passem de um ambiente a outro. O indicador de desempenho CTS (Classe de Transmissão Sonora) determina que, quanto maior seu valor, maior será a eficiência na atenuação sonora.

A indústria de vidros tem trabalhado para disponibilizar novas alternativas de vidros especiais, inclusive vidros desenvolvidos para a redução de níveis de ruído.

Do projeto ao desenvolvimento das esquadrias, é preciso atender as normas técnicas e as exigências quanto ao desempenho estrutural, vedação, design, vida útil e, também, torná-las praticamente herméticas para garantir o bom desempenho acústico.

Você sabia?

Que os vidros são peças-chaves para o isolamento acústico, principalmente, os laminados e os duplos, desde que sejam especificados de acordo com a intensidade e a faixa de freqüências do ruído a ser atenuado.

Que esquadrias que possuem excelentes vedações a passagem do ar, apresentam melhor desempenho com relação à acústica. Portanto, o fabricante deve utilizar guarnições de boa qualidade e com vida útil longa.

Fonte: Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio. Todos os direitos reservados.

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